Chora o dia, chora lisboa, choramos, choro.
Não há tempo para rir, mas tive tempo para chorar. não tive tempo para festejar, mas vou ter tempo para desejar tê-lo feito. não há tempo para viver, mas tive tempo para enterrar.
Só há tempo para preencher o vazio, quando ele o permite - se se instala, se se apodera, se se manifesta mais forte, nada há a fazer senão recolhê-lo e senti-lo em toda a sua violência. E com razão, com razão. E chorar com ele, que pede que lhe seja dada atenção, enquanto há tempo - e a ele nós obedecemos.
As horas são injustas, as decisões são injustas, as decisões em como passamos as horas são injustas, as horas que passamos a tomar decisões são injustas.
É injusto sofrer mais com uma partida que ser feliz com uma chegada.
Saudade. Descansa em paz.
(Mais) Um clichet: "carpe diem" - (mais) uma estaca.
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008
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