sábado, 29 de dezembro de 2007

mau-humor


Agora que já acabou a altura dos sinos e dos abraços, das mensagens e mails ridiculos e repetitivos, voltemos à altura do mau-humor, o estado de espírito predominante do tuga, do zé e da maria. E seu, aposto.

Não deixa de ser reconfortante saber que a esta origem quebramos sempre, depois de voltarmos da origem hipócrita, depois de estupidificarmos à vontade e de nos endividarmos para os próximos quatro anos só para oferecer um plasma ao zé. É bom saber que voltamos depois a ser antipáticos egoistas frustrados forretas incómodos arrogantes despreocupados infelizes indispostos indelicados sem-vontade-de-agradar-a-ninguém-desde-a-senhora -do-café-até-ao-vizinho-do-lado-quanto-mais-ao-gajo-que-todos-os-meses-me-vai-ligar-para-cobrar-a-merda-da-prestação-do-plasma-que-está-em-atraso-outra-vez.

Exacto. Eu até concordo. Viva o mau - humor. Haverá, aliás, algum estado de espírito mais genuíno e universal?

Demasiado óbvio, aos confins do ridículo.